Malhação
Publicado; 3, janeiro 2012 Filed under: Cotidiano 2 Comments »No fim de 2011, a academia que eu frequentava fechou.
Ao que parece, vão construir uma subestação no lugar.
Frequentei por dois anos, um tapa na cara da Boa Forma – que promete barriga chapada em 4 semanas do projeto verão – porque após esse tempo de treino pesado e constante, continuo uma bonecona do posto: pançuda, cadeiruda e balançando os bracinhos pra cima. Ao menos meu colesterol ficou normal, consigo dar uma volta correndo no quarteirão e minhas celulites, bem, são minhas celulites, dá licença.
Fiz amizade num circuito que ia desde o guarda até o professor mais queriducho do lugar – que se tornou meu personal e depois, meu amigo mesmo. De frequentar casa e tudo.
Esse professor era um capitão nascimento tão perfeito, que não me deixava ficar de folguinha, descansando em cima do aparelho e ainda me ligava se eu faltasse. Bravo. Adoro homi bravo.
Claro. Ele foi o primeiro a saír de lá quando começou a ameaça de fechamento. A maior academia da cidade – que não é boba nem nada – foi mais do que correndo e o contratou. A maior academia da cidade é longe e ABSURDAMENTE cara, senão eu tinha ido atrás dele.
Desde então, comecei a procurar um lugarzinho agradável pra malhar meus michelins e socializar com gente que come salada e não fuma.
Cheguei até a me matricular em uma, mas a química não rolou. Cheia demais ; eu ficava esperando até 20 minutos pra um bombado qualquer que não fecha os braços acabar sua infinita série de peitoral.
Não me ajeito com academias de bombados.
Ontem eu fui conhecer a 4ª academia. Tem todas as aulas do mundo, inclusive aquela em que a gente se enrola numas cordas. Nem pergunte o que é isso porque eu também não sei. Pilates nas máquinas da tortura. Grupo de corrida na pista com professor acompanhando – coisa rara – porque a técnica reinante no mercado é aquela do “sobe aí na esteira e… vai”.
E o que é melhor: todos os meus conhecidos da academia antiga, os professores, a recepcionista e o guarda estão lá.
No fim, o que faz a gente parar na academia são as pessoas. Assim como em qualquer outro lugar.
Ela só tem um inconveniente.
Era melhor eu não ter prometido economizar em 2012.
::Status::
Publicado; 2, janeiro 2012 Filed under: Cotidiano Leave a comment »Tentando organizar as idéias para voltar a escrever aqui.Porque, por enquanto, vou te contar: começo a escrever um post e tenho que parar para fazer outra coisa.
Mas e a vida?
Vai bem, obrigada.
E como vai a sua?
Se não for muito tarde, desejo um feliz natal (em qualquer época do ano em que ele aconteça) e um 2012 tão bom quanto uma agenda nova.
Uma casa que ficou linda
Publicado; 28, novembro 2011 Filed under: Cotidiano Leave a comment »E um projeto que é meu também.
[Começa lá pelos 2:20 do vídeo]
http://www.youtube.com/watch?v=VW2pp4eXFtM
…
Publicado; 28, novembro 2011 Filed under: Cotidiano 2 Comments »
[O Fabuloso Destino de Amelie Poulain]
“Do amor, por exemplo, tudo o que se sabe é que ele existe” – disse Leminski.
Ou não – diria Caetano.
Griselda
Publicado; 28, novembro 2011 Filed under: Cotidiano Leave a comment »- E porque vc não veio mais cedo?
- Ah, tava colando umas peças na cozinha, limpando o carro, fixando uns puxadores, separando livros e…
- Você fica procurando serviço. Você persegue serviço. Mas… você trouxe a furadeira?
;-)
Publicado; 27, novembro 2011 Filed under: Cotidiano 2 Comments »Noite passada, sonhei que Paul Mccartney veio visitar uma obra e ficou hospedado na minha casa. Owdácia pouca é bobagem.
O detalhe é que, como eu não fazia comida há dias – o que é verdade – só tinha arroz e feijão na geladeira. Bom. Requentei arroz e feijão e servi ao Paul. Alguém apareceu no sonho, uma fada madrinha talvez, pra me advertir que era uma imensa gafe minha, como é que eu sirvo arroz e feijão requentado para uma visita ilustre?
Ponderei. É claro que a pessoa tinha razão.
E fritei um ovo.
Lancheirinha pra passar o dia
Publicado; 25, outubro 2011 Filed under: Cotidiano 2 Comments »Aqui na repartição tem lanchonetes. Ótimas. Tão boas que posso sentir o cheirinho do pão de queijo invadindo a sala e… bom. Taí um jeito facinho de sabotar qualquer dieta. E mesmo tendo lanchonetes, o povo faz um carnaval de comida na sala. Às vezes tem até BO envolvendo presunto…
Por isso é que eu levo minha matula. Sanduíche + fruta + suco (ou chá gelado).
Minha lancheirinha craft é, na verdade, uma necessaire matelassada que ganhei de brinde da Buddemeier e cabe bem certinho na bolsa. Aqui as fotos, ó, Daniela:
- EXIF JPEG YUV422
- EXIF JPEG YUV422
Coisas Invisíveis do (!) Amor
Publicado; 25, outubro 2011 Filed under: Cotidiano 3 Comments »Tem uma época da vida em que a gente desperta pro mundo em volta e justamente nessa época tem alguémque conta que deus está em todo lugar, até nos mais escondidos.
No banheiro, inclusive.
Isso costuma ser uma tortura para o descobridor da novidade, já que nem no banheiro ele pode esculachar geral.
Coisa de uma semana ou duas, a paranóia passa porque é inviável manter o temor e a educação quando acontece cólica intestinal de ver estrelinha.
Enfim, às vezes esse questionamento volta à tona meio tarde. Tipo, depois dos 30.
Uma amiga minha (Então. Mais uma delas.), ouviu alguém dizer que os motéis estão cheios de espíritos cafagestes e desocupados que moram nos quartos e observam todo e qualquer movimento e performance. Apavorante. Uma coisa assim, meio O Ritual. E às vezes dão palpites, narram os lances, seguem o casalzinho e vão com ele pra casa.
Essa teoria é fino da bossa quando se trata de ouvir as coisas e adicionar a elas uma quantidade generosa de paranóia, programas de tv do gasparetto e almanaques astrologia de bolso.
Essa minha amiga veio me contar (meio angustiada) o assunto.
Fiquei besta.
- Amiga, é sério que você vai coisar toda uma coisa com o bophe e tá preocupada se os espíritos tão vendo? Pensa comigo: vc vai tirar toda a roupa na frente do cidadão e tá preocupada com os espíritos que vagam no motel?
- E quem disse que precisa tirar a roupa?
/ Fim da argumentação.
Inicia-se uma investigação importante: há toda uma nova modalidade de coisar a coisa com o bophe sem tirar uma peça de roupa. Por essa você não esperava, né, Dr. Gikovate?
Pessoas
Publicado; 25, outubro 2011 Filed under: Cotidiano 8 Comments »-No bilhetinho estava escrito:
vc tem msn pra mida
De cara, apesar da boa vontade, não consegui entender. Juro. Depois de uma meia hora, recebo novo bilhetinho (impaciente):
E aí? Ten oum não
Ignorância a minha, demorar meia hora pra entender um bilhetinho tão direto.
Não é?
Plantão Ponto Doc – Parte 2
Publicado; 21, outubro 2011 Filed under: Cotidiano Leave a comment »Alguém propôs a compra de uma barra de, sei lá, 10 quilos de presunto. A Senhora lesada não aceitou; disse que o problema não era mais o objeto do furto e sim, a quebra de confiança. "Ondé que já se viu sumirem as coisas que ela deixa na geladeira?" Pois, é, #imaginanacopa.
Fiquei pensando que, se uma bandejinha de 243 gramas de presunto é capaz de construir/ abalar confiança, o Brasil está perdendo tempo enviando presidentes para longas negociações no exterior. Vou sugerir à Dilma que envie logo um container da Sadia/ Perdigão/ Seara pra abrir qualquer conversa.
A briga deu em emburramentos de ambas as partes; não haverá processo de ninguém contra ninguém, o presunto não será restituído, o sorrateiro que deu a Elza na bandejinha permanece desconhecido. No entanto, alguém, num momento de iluminação extrema, decidiu que deverá ser feita uma vaka para comprar uma geladeira nova.
Magicamente, isso resolveu a situação, acalmou os ânimos e deu um fim ao impasse.
Mais ou menos como tirar o sofá da sala.
Plantão Ponto Doc
Publicado; 20, outubro 2011 Filed under: Cotidiano 3 Comments »Interrompo as atividades massacrantes para informar um causo (vulgarmente chamado de barraco) que acabou de acontecer aqui, no corredor.
Duas senhoras, já passadas dos 40 de idade (estou sendo até bem conservativa no quesito idade) acabam de se atracar verbalmente no corredor por (nada mais, nada menos do que) uma bandejinha de 243 gramas de presunto cozido magro sem capa adicional de gordura.
A parte lesada, acusa a outra de ter surrupiado (sorrateira e premeditadamente) a bandejinha do frigobar e tê-los ingeridos na íntegra, sem deixar vestígios, a não ser um recipiente de isopor no lixo.
A outra senhora, a que foi acusada do furto, chora copiosamente alegando ser vítima de uma injustiça, um acerto de contas de desentendimentos passados. Em sua defesa, ela afirma que a bandejinha encontrada no lixo portava queijo. E que ela não passou nem na frente daquele "frigobar imundo".
Juntou turma pra ver, cada qual com uma mão no queixo um parecer sobre o assunto.
Enquanto o mundo se preocupa com balanças comerciais e racionamentos de energia, tenho a informar que uma relação de trabalho (aparentemente) harmoniosa, e que já dura há uns 28 anos (novamente sendo conservativa), está em risco por conta de uma bandejinha de 243 gramas de presunto magro artesanalmente cortado.
Nós, os curiosos do corredor, estamos tentando intervir nessa grave questão e resolvê-la de maneira pacífica antes que cadeiras comecem a voar de uma sala a outra.
Volto a qualquer momento com mais notícias.
Dos significados de uma casa:
Publicado; 11, outubro 2011 Filed under: Cotidiano Leave a comment »“O significado de saudade foi abolido da minha vida depois que perdi as duas pessoas mais importantes dela… No meu caso não teria como ser bom sentir saudade. Prefiro não pensar. Guardo as lembranças boas, conto histórias, lembro. Mas lembro meio de longe… Olhar uma foto, encontrar um objeto que me remeta diretamente a elas, acaba sendo muito complicado.
Estive em Santos fazendo meu solo no fim de semana passado e embora eu não tenha nem visto a cara da praia, a cabeça trabalhou involuntariamente e claro, algumas lembranças foram reaquecidas. Época esperada eram as férias que passei por lá! A sensação mais gostosa chegar à beira do mar… Era tão bom, que depois que entrava era ali mesmo que eu ficava. Esquecia de comer, de beber água, de tudo. Os dedos enrugados.
Acho que passarei o resto da vida em buscando reencontrar essa sensação do banho de mar em Santos, do gosto do arroz que minha avó fazia com molho de camarão, do perfume da minha mãe misturado com o cheiro do cigarro, deixando bem claro que ela havia chegado do trabalho. Acho que passamos a vida tentando voltar pra casa.
Mas devemos tomar muito cuidado para que esse desejo não seja tão grande a ponto de não aproveitarmos o dia de hoje. Se prestarmos atenção, ouviremos músicas, sentiremos novos perfumes, conheceremos outras pessoas, daremos novas risadas, mergulharemos em novos mares! Amanhã será um dia único. Só temos que deixá-lo acontecer da forma mais natural possível. (…)”
Marcelo Médici, Ator, em seu blog.
“Pro forró agarradinho, de todo lado vem gente…”
Publicado; 10, outubro 2011 Filed under: Cotidiano 2 Comments »O forró, o conhecido baile de forró, funciona assim. Você conhece o povo que gosta. Daí eles te convidam. Você vai até um lugar que funciona um botequinho bem tranquilo, com mesas aglomeradas e muita gente bebendo e aqueles ventiladores soprando água e ar. Daí você entra lá no fundo do estabelecimento, tem um guichêzinho escondido, quase invisível ao lado do banheiro. Você cochicha com o rapaz do caixa, pega uma pulseirinha fluorescente, passa por três camadas de seguranças 4×4, abre uma porta à prova de som, bala, tanque de guerra e música da claudia leitte (com dois tê) .
E tem uma banda tocando num palquinho quase no mesmo nível da galera dançando (que aliás, nem é galera, são umas cem pessoas numa pista do tamanho da sala de estar de um apartamento Tenda), a banda com um vocalista de chinelo de couro, um sanfoneiro-paixão, um violonista sagaz, um carinha na zabumba e a moça no triângulo. O povo, digo, o povo que vai pra dançar forró, traja shorts, rasteirinha/ melissa/ havaianas brancas, toalhinha na mão e muita garrafinha dágua na mesa.
Só a poeira a gente dispensa porque já inventaram cimento resinado.
Se um cavalheiro te chamar pra dançar, nem ouse dizer que você não sabe/ tá só olhando/ tá cansada. Afinal você foi lá pra quê?
http://www.youtube.com/watch?v=OfglJI4TtgQ
[Fred é bem bonitinho, mas no forró ele não esculacha.]
Em Andamento
Publicado; 5, setembro 2011 Filed under: Cotidiano 2 Comments »Na CasaCor, os almofadões mais bonitos da temporada.
Não tenho escrito muito, mas tenho tirado umas fotos por aí:
*Fiquei devendo as outras fotos desfocadas de coisas bonitas que vi na CasaCor.
*Jogue 50 Coisas Fora. Esse livro é quase um método de vida. Aliás, a única auto-ajuda que funciona é levantar o busanfã da cadeira e ajeitar a própria casa.
*E um armário que ando renovando. A idéia foi copiada da cômoda da Denise.
5 anos e toda prosa
Publicado; 3, setembro 2011 Filed under: Cotidiano 2 Comments »-Carla, eu tenho que te contar uma coisa bem bem bem importante.
-Quié, Camila? Que coisa?
-É que eu mudei de escola, fui pra uma outra bem bem bem maior.
-Uaaaaaaaau, Camila! Quem bom, hein! Tão maior assim? De que tamanho ela é?
-Bem bem bem maaaaais maior. Tem quase uns 2 metros e meio!
*
-Quem corta as coisas com a mão do contrário é "gafanhóta".
-Não seria "canhota", Camila?
-Acho que é. Mas eu tenho que confirmar essa informação com a minha professora.
*
Sentada no banco de trás do carro, conversando com a mãe ao telefone. Acho que a mãe pergunta onde é que nós estamos. Ela olha tudo em volta, olha pra mim, olha em volta de novo, faz cara de dúvida e depois faz cara de quem teve uma idéia.
-Mãe, cê sabe onde é lááááááá no meio da rua? Então. É lá que eu tô.
Tanto a aprender
Publicado; 13, agosto 2011 Filed under: Cotidiano Leave a comment »De @tati_bernardi no tuí:
Mãe a gente cria pro mundo.
[Preciso tanto aprender isso. Mais do que precisava aprender tabuada de 7 na infância.]
+2
Publicado; 12, agosto 2011 Filed under: Cotidiano Leave a comment »Não tô dizendo?
Mais dois meninos a caminho.
[Acho que os sinais de TV ficam péssimos na época de seca goianiense.]
Assuntos Gerais
Publicado; 11, agosto 2011 Filed under: Cotidiano 5 Comments »* Ao que parece, foi publicada a última chamada para o pessoal dos 30+ ter filhos. Segunda, terceira cria. Poucos no primeiro. São 4 Gabriéis, 2 Luizas, 5 Sophias e outros 4 Joões. Acho todos esses nomes lindos. Te confesso, estou comprando presente de Chá de Berço-Fralda no atacadão.
(Se meu relógio biológico resolver apitar agora, terei que apelar pra chamada dos retardatários, quem sabe.)
* Comprei um pen drive por cinco reais. 4 Giga, no mercado do Seu Abílio. Tenho outros 6 pen drives, cada um com uma categoria de assunto: projetos profissionais, textos interessantes que vejo por aí, idéias de customização e reforma, posts pro blog. Eu sei, já deveria ter comprado um hd e deixar de carregar tanta mídia, tanto chaveirinho. Mas resolvi guardar as idéias para casa nova e os textos pro blog nesse pen drive novo. Colei. Separei nas pastas. Uma gracinha.
No segundo acesso veio a mensagem do tipo "setor defeituoso". Perdi tudo que tava nele. Ê saudade de trabalhar com o Francis que, numa hora dessas, ia abrir o pendrive com martelo mas recuperava todos os dados. Cinco reais por um pendrive montado na China por um cidadão semi-escravo na 15a. hora de trabalho do dia. E eu reclamando de perder arquivos de coisas que faço no meu tempo livre.
* Um dos amigos, que será pai de primeira viagem, me contando sobre os preparativos: "Eu já aprendi a trocar fraldas e dar mamadeira." É? como? Cê fez curso? Sua mãe te ensinou? "Não, procurei no utub, tinha um vídeo de um tal BabyCenter e eu assisti algumas vezes."
*Ao que parece BabyCenter é o novo Instituto Universal Brasileiro.
*O que faz uma pessoa que já tem ocupações demais? Arruma mais outra, entra pra uma Associação e compromete mais uma hora do dia. De acordo com a teoria de um amigo meu, quem tem ocupações demais sempre arruma tempo pra uma nova atividade e quem sai do trabalho e se dedica a assistir novela, nunca tem tempo pra nada. Devo contar a ele que assisto novela e tuíto sobre ela enquanto lavo louça?
Rio.
Publicado; 2, agosto 2011 Filed under: Cotidiano 4 Comments »[Post contendo um abração pra Juliana.]
*
Da vez passada que fui ao Rio, aconteceu uma coincidência daquelas ótimas. O Cebola, meu amigo de eras, também tinha uma reunião no mesmo dia e lugar. Então viajamos juntos, para a minha sorte, porque o Cebola é um cara bem destemido – talvez ajude na coragem os 1,90 de altura e uma razoável experiência em karatê – e tem uma excelente noção espacial.
Bom, daí que taxi que nada, foi a primeira vez que andei de metrô na vida, e que comi num bistrôzinho ótimo que fica bem perto do hotel onde sempre me hospedam e eu nunca tinha visto. Daquela vez eu comi um macarrão com camarão (o nome do prato parece um hai kai, mas juro que não me lembro). E foi daquela vez também que tomei e gostei de chá verde gelado. Peguei mania.
O Cebola é um amigo que vem me viciando em coisas incrivelmente boas desde 1996.
Consequência: tomei gosto e decidi que todas as vezes em que fizer uma viagem de trabalho, ainda que ligeira, vou aproveitar pra conhecer uma coisa nova.
Daí pedi ajuda aqui no blog, nas mensagens de texto, pros parentes & tal.
A Juliana teve a doçura de responder.
Eram duas noites pra aproveitar, mas na primeira eu tava cansadaça da viagem e meio abobada.
Daí, no dia seguinte, aproveitando a dica do Delírio Tropical, que – ó que coincidência! – tinha um mapinha e ficava perto da reunião, fui.
As saladinhas eram incríveis. Mesmo. Coisas que eu nunca tinha visto misturadas do tipo pepino + morango. Mas o que ganhou mesmo meu coraçãozinho foi… tchararam… a empada de massa podre com recheio de camarão.
S2 S2 S2 S2 S2
Foi a melhor que já comi. Empada de massa podre é um negócio que não encontro no meu dia-a-dia e eu só comia quando a mãe da Tati, minha amiga carioca, fazia e mandava logo uma fornada lá pra casa.
Depois da reunião, tentei o SESC Copacabana mas não tinha programação no dia. Dali fui pro Chópen da Gávea e, olha quanta surpresa: tem os teatros dentro do shopping. O problema é que na terça não tem programação cultural em lugar nenhum. Então fui dar uma volta pelo lugar e vi um monte de lojas lindas, decoração interessante e incomum, iluminação diferente (a louca da lampadinha). Por exemplo: a Trinca-Ferro e Maria Filó, que até então eu vivia espiando os sites e imaginando a loja.
Beeeem agradável.
Na próxima vez, Ju, eu quero ir no Jardim Botânico. Vou contar com o empréstimo de irmã!
Mais uma razão pra achar que o aeroporto de São Paulo é meu parque de diversões.
Publicado; 2, agosto 2011 Filed under: Cotidiano 5 Comments »Já passava das oito, o vôo foi remanejado do portão 9 pro 20, ou seja, do marmorizado salão comprido onde ficam todas as celebridades para o porão onde todo mundo fica amontoado. (vou te contar, #classemediasofre.)
Parei pra comprar minha coquinha e quando dou a primeira golada, um rapaz passa feito o vento, me atropela e me faz derramar metade. Cinco passos depois, ele percebe o que fez e dá meia volta.
- Desculpa, hein, moça. Derramou?
Minha cara não devia ser das melhores, eu devia estar rosnando. Derramou minha coca na minha roupa e… eu olhei praquele rapaz e tive uma estranha sensação de familiaridade que… peraí.
-Moço, acho que te conheço de algum lugar. Vc vem de Goiânia?
- É provável. Não sou de Goiânia não, mas no ano passado fiz um trabalho por lá e…
Eu queria ver minha própria cara quando ele respondeu "Não. Eu sou ator".
Minha ficha caiu. Eu tinha trombado com o Fred da novela Araguaia, toda aquela exuberância na TV e fiquei com cara ruim ?
O rapaz continuou na correria pra pegar o vôo. Que – quis o destino – seria o mesmo que o meu e que ele estaria sentado do meu lado.
E eu passei uma viagem de São Paulo ao Rio praticamente sem respirar. Vou chegar à terceira idade tendo os mesmos faniquitos dos 14 anos e vou manter um blog pra registrar todas as vezes que eu dei piti interno porque tive contato com uma celebridade.
Modos que do meu excesso de vergonha,
tirei uma foto de celular, de costas.
Mas a vista frontal do rapaz é bem mais aprazível::::

Raphael Viana diz que já foi patinho feio. Jura?
Hum… Cutucada, hein!
Publicado; 2, agosto 2011 Filed under: Cotidiano 6 Comments »[A cutucada mais famosa de todos os tempos - até a Rainha cutuca!]
Sou novata no Feicebuc.
Quer dizer.
Quando o estabelecimento foi inaugurado eu fui lá e abri uma conta porque eu não sou nem boba de querer mais tarde e só ter disponível um username do tipo carla512387sena.
Fiquei muito tempo sem aparecer por lá; eu não curtia a idéia porque, pra mim, Feicebuc = Orcute = um grande depósito de fotos com as pessoas murchando a barriga. E tinha aquela eterna desculpa para mais uma nova rede social: encontrar os amigos perdidos & tal. Sempre acho que amigo mesmo não perde o contato. Sempre dá um jeitinho de aparecer. Não precisa de rede social pra isso. E eu curto e-mail e blog. Um msn-zinho de vez em quando, que ninguém é de ferro. No mais, só abraço apertado e demorado. Coisa de gente antiquada e descuidada, obviamente, porque contato físico deixou de ser aprovado pela Anvisa faz tempo, taí Dr Dráuzio todo domingo no Fantástico deixando a gente insone com a probabilidade do germe oculto.
Recebi um convite de "Fulano de tal convidou você pro Face(…)". Sendo que Fulano de Tal é alguém de quem não se recusa convites, nem mesmo esses disparados por algum programa automático de relacionamentos. Fulano me ligou 5 minutos depois com toda a estratégia de convencimento.
Cedi.
Reativei a conta.
E estou feicebucando como se não houvesse amanhã.
O problema começou quando, numa noite dessas, eu recebi uma cutucada.
Eu, hein.
Pra que serve uma cutucada?
Tem algum significado para os iniciados?
Tenho razão de pensar isso porque o Twitter é cheio dessa linguagem própria e tem coisas que a gente só diz por lá. Tipo, TODOS COMPREENDE e meus bons drink.
Se eu falo isso no meu dia-a-dia, o povo me olha com uma cara esquisita e pensa que desaprendi a básica, da básica, da básica concordância e bombei no Caminho Suave.
Se o Twitter é assim, um gueto, é possível que o Feicebuc também seja.
Pois é.
Sem saber como reagir, no susto, cutuquei de volta.
E fui dormir com uma importantíssima questão na cabeça: será que cutucada é tipo correio elegante? [Entregando a idade da pessoa] Será que eu, sem maiores predicados, passei uma lábia no sujeito?
Sonhei com isso. Juro. Foi aterrador.
Sonhei que o indivíduo me ligava pedindo explicações e o povo em volta fazia "tsc tsc tsc" com a cabeça e que, bom, eu não vou contar o restante do sonho, nem por uma caixa de Twixx, mas eu corri e liguei o computador pra checar.
Sonhar com cutucada do Feice é o novo sonhar caindo no precipício e correndo nua no meio da avenida. É o novo sonhar que está procurando um banheiro e acordar morrendo de vontade fazer xixi.
Daí eu acordei com essa dúvida na cabeça e como tirá-la?
Cutuquei uma amiga muito-muito-muito próxima. Na esperança de que se fosse um correio elegante ela, muito meiga e sutil como sempre é, diria algo como "qual é!! tá me estranhando? Vira esse dedo cutucador pra lá!". E me ligaria, logo em seguida pra dar uma explicação básica da minha gafe.
Mas ela não disse nada. Achou normal.
Esse mundo é estranho.
Acabei encontrando uma única explicação didática num drama da vida real que já rodou um trilhão de RT do Twitter.
http://osprofanos.com/ninguem-me-cutuca-no-facebook/
Vou aprendendo por tentativa e erro.
Se eu estiver me constrangendo, por favor, alguém me cutuca.
socorro para uma turista desavisada
Publicado; 15, julho 2011 Filed under: Cotidiano 2 Comments »Modos que 2a. feira vou pela 13a. vez ao Rio de Janeiro e ainda assim continuo sem conhecer quase nada da cidade.
Então: se você tiver uma dica sobre o que conhecer em duas noites livres na cidade, me conta? Vou ficar ali por volta de Copacabana e do centro.
Eu agradeço desde já, mando um beijo na sua testa e fico lhe devendo um post contando como foi o lugar indicado.
Vale até banca de revista.
Batismo
Publicado; 14, julho 2011 Filed under: Cotidiano 2 Comments »Doravante o carro será chamado de Arnaldo, o sobrevivente.
i will learn to survive
Publicado; 14, julho 2011 Filed under: Cotidiano Leave a comment »[agora sim, consegui colocar o vídeo!!!!]
And i don’t cry for yesterday
There’s an ordinary world
Somehow i have to find
And as i try to make my way
To the ordinary world
I will learn to survive
Every world
Is my world, i will learn to survive
Any world
Is my world, i will learn to survive
[Duran Duran - Ordinary World, a música que eu ouvi no show da Fernanda Takai e que não sai mais da minha cabeça.]
Siniiiiiiistro
Publicado; 14, julho 2011 Filed under: Cotidiano 3 Comments »Eu vinha descendo a rua e o ônibus, vindo de uma rua auxiliar, começou a virar. Por um instante ele parou no meio da rua, imaginei que para que eu passasse antes dele trancar a rua toda. Mas que nada. Era Pegadinha do Mallandro. Glu-glu! Yeah-yeah! Na hora em que fui passar, ele acelerou, me deu uma fechada radical e eu subi com o carro no meio fio pra desviar dele. Meu carro nem encostou um nariz naquele ônibus de Frederico Westphalen. Aliás, se eu não lesse o Megeras Magérrimas e não tivesse acompanhado as desventuras de Rô jamais saberia nondé que fica Frederico Westphalen.
Isto posto, te dou um doce se você adivinhar de quem é a culpa.
Da mulher, claro. Qualquer que seja ela.
O motorista desceu resmungando que "só podia ser mulher, um bicho tão sem reflexo" (SIC).
Já que ele presumidamente amava tanto as mulheres em geral e eu tinha ferrado um pneu do carro pra não encostar na lataria amarelada da bumba (ou seja, só eu tomei prejuízos), fiz uma carinhosa recomendação para que ele fosse passear na casa da mãe dele – mesmo não sendo lugar de boa fama – e aproveitasse a ocasião para tomar (um chá, talvez?) num lugar quente, escuro e úmido. Ou então que se juntasse ao próprio pai, que a essa hora já manifestava vários sinais de ebriedade num botequim alternativo da região.
Ele não gostou muito das recomendações, disse algo como "essas mulheres de hoje estão pior que homis, vô nem discuti", eu entrei no carro e saí.
Claro que eu sinto vergonha de toda essa minha delicadeza e meiguice expressas assim, às 7h30 da manhã. Meus pais me deram educação, pôxa. E de mais a mais, xingar não alivia minha raiva, o que alivia é escrever no blog.
Voltemos ao sinistro.
Cheguei no estacionamento da repartição como se eu tivesse recém saído do Rallye do Batom ou do JegueCross: com um dos pneus rasgado, o carro mancando, um fedor de borracha. Cheguei aqui e liguei pro corretor de seguros imediatamente.
[Pausa 1: O corretor é aquele que diz que eu tenho letra de professora, manifesto saúúúúúúde e tenho que arrumar um bom marido, um cara estabelecido na vida. Ah-ram. Sei. A expressão bom marido, é parente daquelas: gente bonita, clima de paquera, bom vinho, bom livro. Eu sempre respondo que não preciso de marido! Já tenho um corretor de seguros 24h. Ele fica todo pimpão e diz que já está de bom tamanho ser um marido de emergência, apesar de eu declinar os convites dele pra o tal bom vinho.]
[Pausa 2: Pretendente que por acaso frequente este blog: isso é uma mentira. Eu quero um marido, sim. Mas não quero que esse marido seja o corretor, que tem 67 anos. Super conservado, com corpinho de 63, mas ainda assim, meus limites de idade não são muito flexíveis. Ah! Pretentende, não precisa saber trocar pneu - pra isso tem oficina mecânica - e não precisa matar barata.]
O homem do guincho veio, levou o.. o… pôxa, preciso dar um nome presse carro. Não sem que antes eu tirasse do porta malas: duas válvulas de descarga, uma marreta, dois metros de corda e 3 pequenos transformadores. Ah! a malinha (cor de rosa) da academia. Ele, o homem do guincho, achou todo estranho esse material e perguntou com o quê eu trabalho. Foi embora respirando aliviado porque não foi capturado pela Doida da Válvula Sanitária.
Eu esqueci de tomar café da manhã, veja você como shit happens, mas emagrecem. Agora meu estômago está falando alto; discutindo os desdobramentos de Insensato Novelão com o cara da oficina.
Pollyana Mulher me diz que poderia ter sido pior e eu estava mesmo precisando revisar o… o… carro. Gostaria de perguntar à Pollyana Mulher se ela tem uns mil contos pra me emprestar e por na conta do Abreu.
Comentário óbvio e aleatório:
Publicado; 1, julho 2011 Filed under: Cotidiano 2 Comments »Quando a pessoa está apaixonada, tudo o que ela menos quer é ter que ficar um mês longe do objeto de sua paixão. Nem um mês, nem uma semana, nem um dia.
Por isso, quando vejo alguém (bem) apaixonado, lembro daquele filme Invasores de Corpos (aquele mesmo que fizeram um remake com Daniel Craig e Nicole Kidman). A pessoa dorme bem e no outro dia, tá lá com um comportamento esquisito.
Aliás, Invasores de Corpos é um ótimo filme, não?
Um pedido de casamento no Meio da Manhã
Publicado; 30, junho 2011 Filed under: Cotidiano 2 Comments »Eu tinha um colega na época da faculdade que todo mundo suspeitava ser guei. Todo mundo, menos ele, que insistia em usar calças zezedicamargo, descolorir os pelos do antebraço e das canelas e fazer luzes na parte da frente do cabelo com água oxigenada do clube. Até aí, nenhuma certeza de que ele era mesmo guei; são só evidências de gosto bizarro e uma coisa não tem nada que ver com a outra.
Certeza eu tive num dia que o vi escaneando cuidadosamente a bunda do LuísOtávio com zoinho de cobiça.
Daí passa o tempo, esse cruel senhor dos destinos e roda viva da fumaça de acontecimento (uót? o que eu quis dizer com isso? meldeus, bebi vinagre) e reencontro esse colega aqui nos domínios da repartição. Sempre muito preocupado porque as moças com quem ele namora, o deixam lá pelo 3o. ou 4o mês de namoro sem maiores explicações.
Como é que a gente explica, sem juízos de valor, preconceitos & arames farpados: – Fio, se joga pra fora desse armário que te inibe? Libera!
Enfim. Ele fez um serviço temporário, sumiu da repartição e quando em vez ele me liga, pede uma explicação sobre alguma coisa técnica e faz 15 minutos de terapia #mimimi.
Hoje cedo ele me ligou.
Antes de qualquer alô, explicação técnica, introdução ao discurso ou prólogo, ele me pergunta:
- Carla, cê tá casada?
Na bucha.
A princípio, eu nem sabia quem era. Tentei regatear com a pergunta. Sabe como é. Dar uma volta pra obter mais informações antes de responder. Vai que Hugh Jackman está me ligando, está com gripe e a voz tá anasalada e isso explica tudo e eu ganho o dia.
Mas não.
Era meu colega. Perguntando se eu tô casada, se eu tô namorando. Já que era hora das perguntas indiscretas, deu vontade eu perguntar se ele continua descolorindo os pelos do antebraço.
[Seguindo uma linha de raciocínio começada no twitter: Jack Johnson é homi que não descolore pelos.]
Ao que tudo indica ele quer casar urgente. Eu sou o alvo mais próximo.
Respondi assim, meio de lado já saindo, que não tou casada mas já fui, e que estou solteira mas não necessariamente descompromissada. Mas que o fato de eu ser (ou não) comprometida é o menor dos problemas a ser analisado.
Eu poderia adicionar aqui - sem questionamentos – a informação irrelevante de que o LuizOtávio tá casado com a namoradinha da adolescência, feliz, tem filhos, mora longe e usa twitter/Facebook/Orkut?
Fiquei muito sem jeito de dizer o que eu achava da situação, então mandei um “garra com Santa Edwiges, amigo, ela não falha” que não tem conexão nenhuma com o assunto tratado, mas foi a única coisa que me ocorreu na hora.
Enfeitando Paredes – ou dona de casa sofre.
Publicado; 26, junho 2011 Filed under: Cotidiano 5 Comments »Comprei um adesivão na Grudado e dois posteres na Urban Arts, assim que decidimos vir pra esse apartamento.
Foi meio naquela fase em que a gente não sabe se dá o endereço atual ou o futuro, mesmo estando de mudança marcada e tudo. Daí, sete dias cravados, chegaram as encomendas.
Pregamos o adesivo na parede em que ia ficar o sofá menor.
Já os posteres. Precisavam ser emoldurados, né?
Então fui na loja ali da esquina, uma vidraçaria com muitos anos de história. Trezentas molduras diferentes mas eu queria uma bem simples: branca, reta, cinco a dez centímetros de largura e um passe partout branco. Dei detalhes demais? Espero que não porque, se você entendeu lendo minha descrição tosca, o percentual de chance que o homem das molduras e seus anos de experiência tivesse entendido era bem grande. Eu tinha uma idéia exata do que eu queria porque vi numa revista. E levei a revista pro homem ver.
Até aí tudo bem.
Acontece que no dia em que fui buscar os posteres emoldurados, a moldura era amarelada, cheia de riscos pretos, com passe partout dourado e preto.
Não. Nem é tão feia.
Mas não se parecia em nada com a que eu pedi.
Quando questionei o homem das molduras, ele me veio com uma conversinha Chaves “tá bom, mas não se irrite”:
- Mas… porque o senhor colocou uma moldura tão diferente da que eu pedi?
- Pq EU achei que ficava mais bonito, sabe? Ficou bem melhor, não acha? Coloquei essa que é bem mais cara e nem vou te cobrar a diferença. Meu dever é orientar o cliente.
Poutz. O homem se acha o Ronaldo Esper das molduras e eu passei por Susan Boyle da decoração.
Coloquei lá na parede. Mas todo dia eu penso em corrigir esse pequeno equívoco com um punhado de tinta acrílica branca. Na cara do homem.
A delicada arte de colocar limites (e uma mania desagradável)
Publicado; 20, junho 2011 Filed under: Cotidiano 3 Comments »Acho ruim nós estarmos nos acostumando muito rápido a desculpar nossas indignações alegando TPM e criando uma idéia meio besta em torno disso. A idéia de que, quando uma mulher impõe um limite, ela está na TPM.
Então eu vejo uma mulherada acumulando irritações (justas, muito justas) e descarregando-as todas de uma vez em uma época do mês, usando como desculpa a biologia quando, na verdade, são limites que já deveriam ter sido impostos de qualquer forma. São limites que deveriam ter sido expostos no momento em que a situação surge mas no medo de magoar, ferir, contrariar, perder admiração, o sapo é engolido.
Daí, ontem eu estava conversando com meu professor de ginástica, contando pra ele da mania que um colega de trabalho tem de deixar copos sujos, projetos abertos, papeis de rascunho amassados, lenços usados, carteiras de cigarro vazias, livros já lidos sobre a minha mesa. Ele simplesmente deixa porque a encontra a mesa organizada e com espaço. E pq a mesa dele já não cabe um grampo usado. E que eu já tentei várias alternativas educadas, mas sem sucesso. Ele nem percebe que a anarquia dele incomoda pra caramba. Daí, meu profe me disse que, se a situação fosse com ele, jogaria todo esse rejeito no chão pro colega se tocar. Copo vazio de café? Chão. Projeto aberto? Chão. Lenço de papel usado? Nem se discute: chão, chão, chão. No meio da sala que é pra ser notado.
Bom, provavelmente, se meu professor fizesse isso, o limite estaria estabelecido e o colega ficaria assustado a princípio e depois mais atento ao deixar resíduos desagradáveis sobre a mesa de trabalho alheia.
Mas, sendo eu mulher, se apelasse pra tal recurso, provavelmente ouviria a perguntinha:
-Tá na TPM?
E na semana seguinte, tava lá um copo de café vazio com um cigarro nojento apagado dentro dele.
Tá ficando bem difícil contornar essa cultura besta que relaciona limites de convivência à TPM.






