Ah, segundas-feiras são terríveis.
O dia mal começou e eu já estou sapateando no asfalto quente. E nem é de calor que estou falando.
(@carla_sena twittando no blog…)

Daqui. Genial. Vale a pena ler cada tirinha.
O maior consumo de energia de toda a história.
“Para evitar a falta de energia, o Operador Nacional do Sistema determinou à Petrobras o acionamento de diversas usinas termelétricas.”
Ou ainda: já que estamos ferrados (e suados), a solução é poluir mais.
Medidas extremas (e desesperadas) para ser uma senhorinha simpática que aparece no globo repórter
1.
Tati (a informada) para Carla:
Acho que você vai gostar: Resultado do Cellu-Metric da Vichyl
Carla (a empolgada) para Tati:
Aaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiii! Lá vou eu testar também!
É caro esse negócio? Vc também tá usando?
Tati (a realista) para Carla:
sabia q ia ficar doidinha pra usar. É caro sim, tipo uns 170…e não tenho aqui na farma. E como é caro
( não tô usando.
Carla (caiu do cavalo) para Tati:
Cento e setenta contos de réis?????
Vou pelo caminho mais longo então: Meses e meses de academia e 4 litros dágua por dia… Vamos?
****
2.
Simone (a animada) para Carla:
Por acaso vc tem alguma tabela de treinamento pra corrida? Na esteira e/ou na rua?
Carla (aquela que faltou a aula de anteontem…) para Simone:
Tem uma tabela da Nike que é linda, prática e perfeita. Mas, não sei o por quê, ninguém segue.
A gente põe os bofes pra fora nas primeiras corridas. O treino que o professor me passou é assim:
Primeira semana: 1 minuto de corrida (7.5km/h) + 4 minutos de caminhada (5.5km/h). Vai nesse ritmo até completar 30 minutos.
Segunda semana: 2 minutos de corrida + 3 de caminhada. Até completar 20 minutos. Se der conta, faz 30 minutos. Essa etapa é *oda. A gente sofre, doi tudim.
Quarta semana: 2 minutos de corrida + 2 de caminhada até completar 30 minutos. Continua doendo tudim mas tem o benefício da endorfina no final. E a celulite começa a marcar viagem pra conchinchina.
Detalhe: Estou na quarta semana. Fazendo o treinamento da segunda ainda…
Tem um site bom também:
http://www.copacabanarunners.net/
Caso isto apareça na página principal, sim.
Vejamos.
Meu cabelo acordou terrível hoje. Revoltado. Indignado. Armado. Praticamente um cabelo-bomba, um guerrilheiro. Vou agora, correndo pra casa, molhar o bicho e tascar nele um gel extra-forte. Cabelos rebeldes, medidas radicais.
Tenho visto um monte de gente admirando a Pitty porque a nova música – Me Adora – tem palavrão na letra e tá tocando em todas as rádios.
Aí eu pergunto.
Será que não se lembram mais do Legião Urbana? Titãs? Ultraje a Rigor? E dos Mamonas? Até a dupla Teodoro & Sampaio já fez isso !
Falar palavrão no rádio é mais antigo do que a própria invenção do rádio.
A música da Pitty é bonitinha. Meio chiclete, mas é bonitinha. Já, já enjoa.
Meu colega chegou aqui hoje perguntando qual é o gás mais abundante no ar em São Paulo, Nova York e Tókio. Ontem, ele assistiu o programa do Justus e um competidor perdeu o milhão de reais porque não sabia a resposta. Ou respondeu que era o oxigênio, sei lá.
Aí você me diz, essa é fácil, todo internauta sabe. Eu também sabia. Essa pergunta já havia sido feita no finado show do milhão e na época eu googlei.
Como assisto muita tv e tenho memória relativamente boa pra cultura inútil, ops, popular, acumulo um monte de informações. Algumas boas, outras só mais ou menos. A maioria não me serve pra quase nada. Assim como saber que mais de 70% do ar atmosfério é composto de Nitrogênio. Que o esqueleto do Wolverine tem Adamantium. Que a Carmem Miranda, símbolo do Brasil, nasceu em Portugal. Que o Cândido Alegria explodiu no final de Pedra Sobre Pedra.
Por qual diacho, então, eu não levanto o pandeiro do sofá e me inscrevo num desses programas de perguntas e respostas?
Elementar, meu caro. Se um dia eu estiver lá, é possível que eu não consiga acertar nem meu nome. “Com é seu nome?”, me perguntaria Justus. E eu chamaria minha mãe. Ou olhava pro auditório e começava a chorar. Tenho inteligência emocional de um Chuchu.
Eu acho que a gente vive confundindo informação com inteligência. O cara lê um monte de livros e se acha esperto pra caramba. Tão dono da verdade. Tem até nota fiscal. Quanta profundidade pra discutir um filme do Didi Mocó.
Inteligência, pra mim, é a capacidade que a pessoa tem de se virar com a quantidade de informação que tem. De pensar em uma solução lógica e razoável para determinada situação da vida. É aquele negócio que todo mundo tem um pouco, mas não tem muita gente esbanjando, não.
Cultura tem seu valor, claro. No entanto, para boa parte das questões que a vida apresenta diariamente, ainda não existe resposta. Acho chiquérrimo a pessoa que consegue se expressar com o pouco que tem, que toca violão de ouvido, que faz conta de cabeça, que resolve um problema com raciocínio antes de escrever fórmula num papel, que usa argumentos próprios em vez de ficar citando pensadores sempre. Uma professora de matemática que eu tive chamava isso de “lógica de feirante”.
Tem uma histórinha legal que é mais ou menos assim. O caipira estava atravessando o rio na sua canoa quando um doutor pediu carona. Dois dedos de prosa depois, o doutor perguntou:
-O senhor sabe ler?
- Não, dotô. Respondeu o matuto.
O doutor, utilizando-se de toda a filosofia aprendida durante a vida, disse:
- Então o senhor está metade morto.
Mais dois dedos de prosa e descobriram que a canoa estava furada. Então o caipira pergunta ao doutor:
-O sinhô sabe nadá?
-Não, amigo. Respondeu o doutor.
-Então o senhor está inteirim morto.
Quem era o inteligente?
Inteligente é o tatu. Que carrega a casa nas costas pra defender o… a… rima.
Sabrina Sato, Joel Santana, Marcelo Dourado e eu aprendemos inglês pelo mesmo método.
I… I… ai, ai, ai.
Professor Lisandro disse no Twitter:
“Amor sem escalas” é bom até a metade. A indústria do cinema pediu um final ameno e tudo desmorona. O mal se recupera tão rapidamente? 11:37 AM Jan 23rd
Então. Vou até o cinema preparada prum começo de filme com câmeras paraaaaaaadas olhando o infinito e o nada além. É bem possível que eu goste do meio do filme até o final.
Hoje eu termino um desses frilas que está consumido as lamparinas do meu juízo. Palavra. Nem que seja à base de guaraná em pó e auto motivação duvidosa. Nem que eu fique sem dormir. Nem que meus dedos criem calo de tanto teclar. Palavra. Ou não me chamo carla.
“BOM DIA FIEIS VAMOS INICIAR ESSE DIA MARAVILHOZO COM UM CHUTE NA CARA DE TODOS ATEUS TATUADOS PIRSSIN ROQUEIROS CUIDADO JESUS VAI LHE PEGAR”
(PIRSSIN, no caso, seria piercing. Demorei pra entender)
ROQUEIROS TATUADOS ESPIRITAS ATEUS ESQUEITISTAS DROGADOS MULHERES DEPRAVADAS PIRSSIN SEU DESTINO ESTA DEBAIXO DAS RODAS DO TRATOR DE JESUS 1:49 AM Dec 28th, 2009 from web
(Jesus supermoderno do Pastor Gaveta dirige trator)
Interessado em seguir o comovente Pastor Gaveta no Twitter? Aqui.
Conhecer pessoalmente a carismática figura?
SIM SOU PASTOR PERCEBI QUE E DE GOIANIA TE FASSO UM CONVITE NOSSO MINISTERIO ESTA NO JD NOVA ESPERANCA AGUARDO SUA PREZENCA 7:30 AM Jan 7th from web
Vai ter até caravana pro Jardim Nova Esperança.
Hoje no tem comentário de cinema Jornal Anhanguera.
O comentarista é o professor Lisandro, todo culto, respeitado e inteligente. Até a minha tia fala bem dele. Mas eu confesso: assisto o comentário só pra me irritar.
Tem gente que implica com o Big Brother e assiste todo dia. Outros, com a novela mas sabem comentar tudinho, até os episódios futuros. Já meu vizinho, todo ano promete que nunca mais nessa vida vai acompanhar futebol porque essa praga tá corrompida demais. Chega época Goianão e lá vai ele com uma almofadinha do Vila e um rádio vagabundo de pilha pro Serra, todo faceiro.
Já eu implico com o professor Lisandro. Só porque ele acha que filme bom é filme do Almodovar, do Wood Allen e de sei-lá-quem-europeu. O professor elogia aquele tipo de filme que o povo soooooooofre de uma dor imaginária e a câmera fica hooooooooras parada no mesmo ponto vazio filmando o nada absoluto. Eu acho filme-cabeça um saco absoluto. Gosto mesmo é de comédia romântica (mais pra comédia), mistérios ocultos ( ainda que muito, muito rasos), pancadaria (I’ll be back trocentas vezes, nêga), super heróis e filme de psicopata. Ah, e se tiver Morgan Freeman no elenco, pode ser qualquer filme, até do Wood Allen.
Professor Lisandro, se um dia você aparecer por este blog, desculpa aí. Eu assisto o seu comentário de sexta só pra implicar. Não perco um, devo ser a sua telespectadora mais fiel. Você é minha implicância favorita na TV, o que não deixa de ser um tipo de admiração.
Segunda-feira recebi a visita de uma amiga que há muito não via. Foi uma longa conversa e ela me fez umas perguntas cuja resposta é muito difícil. Tudo o que eu poderia dizer está nessa música, do Paulinho da Viola, que eu canto quase todo dia.
Timoneiro
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar
E quanto mais remo mais rezo
Pra nunca mais se acabar
Essa viagem que faz
O mar em torno do mar
Meu velho um dia falou
Com seu jeito de avisar:
- Olha, o mar não tem cabelos
Que a gente possa agarrar
Timoneiro nunca fui
Que eu não sou de velejar
O leme da minha vida
Deus é quem faz governar
E quando alguém me pergunta
Como se faz pra nadar
Explico que eu não navego
Quem me navega é o mar
A rede do meu destino
Parece a de um pescador
Quando retorna vazia
Vem carregada de dor
Vivo num redemoinho
Deus bem sabe o que ele faz
A onda que me carrega
Ela mesma é quem me traz
“Um dos primeiros resultados das minhas observações foi que os Espíritos, não sendo senão as almas dos homens, não tinham nem a soberana sabedoria, nem a soberana ciência; que o seu saber era limitado ao grau do seu adiantamento, e que a sua opinião não tinha senão o valor de uma opinião pessoal. Esta verdade, reconhecida desde o começo, evitou-me o grave escolho de crer na sua infalibilidade e preservou-me de formular teorias prematuras sobre a opinião de um só ou de alguns. “
(Allan Kardec, em um manuscrito da época da codificação)
Fim de semana foi massa. Não teve nada assim que ohhhhhh, isso dava um post, mas no conjunto foi muito bom.
Comprei uma televisão nova. A minha estava com o tubo de imagem detonado, então apareciam umas manchas coloridas na tela. Estava uma beleza ver futebol. Uniforme que é verde ficava rosa. O que é preto, ficava azul claro. Fato é que a tv nova coube certinho no nicho de TV da estante, parece até que houve um projeto, ficou chuchu beleza. O melhor é que custou um terço do valor na toquestoque parcelado em trocentas vezes. Dica: A toquestoque tá de promoção da bolinha vermelha. Enfim, a tv nova é de plasma e eu sempre associo plasma à meleca, gosma, grude. Às vezes eu imagino a televisão escorrendo um treco verde pelo meio da sala. Bate na madeira, eu hein.
Estreando as comemorações de TV nova, assisti O Contador de Histórias. O filme foi bom pela história, pelos recursos que eles usaram pra tornar palpável a imaginação do personagem principal. Assisti também Eu, meu irmão e nossa namorada que é legalzinho, especialmente pela trilha sonora e pela cara de bocó do ator principal. É aquele mesmo que fez o Virgem de 40 Anos, ele parece ter a mesma cara sempre. Adoro! Vi o trailer de Rebobine, por favor e acho que vai ser o próximo da lista.
Estamos na operação de reforma da casa da pequena Luciana. Não, ela não vai se chamar Luciana – só eu a chamo assim pra evitar aquele negócio de “a neném”. Tenho uma prima que já está com 28 anos e o pessoal só chama de neném. Vê se pode. A pequena Lu já tem 32 centímetros de altura. Se continuar assim, vai falar com a gente de cima pra baixo aos sete anos. (A propósito, dicas sobre enxovais, bebês e etc são muito bem vindas nesse blog). Tia Coruja, afe.
Visitamos a Feira do Cerrado. Bem melhor do que eu poderia supor. Não é nem uma feira, é uma exposição. São coisas tão lindas, tão bem feitas, tão bonitinhas que a gente sai de lá em estado de graça, mesmo sem ter comprado nada.
Nessa semana tenho que desenrolar um monte de coisa. Por exemplo, peguei dois frilas que eram bons. No ano passado eles eram bons. Mas a coisa tá enrolando tanto que tomei medo até de falar nos danados. Tem hora que fico irritada, tem hora que quero terminar logo pra ficar livre e tem hora que eu procastino como se houvesse milhares de amanhãs. Mas é o andamento da coisa: enquanto a obra não ficar pronta, o frila não termina. O pior é que minha paciência já foi parar no saco do gato. Faço votos que nessa semana consiga terminar minha parte (que depende de decisões dos outros) quero e fico tranquila duma vez. Creindeuspai.
Como eu ia dizendo, as caixinhas ficaram pequenas. Então, parti para os móveis.
Primeiro, a foto que inspira:

Os móveis são da loja Coisas da Doris.
Na vida real, cama é de madeira bem escura e umas tiras brancas trançadas. Não ornava com os criados de mogno que foram comprados de segunda mão e precisavam de uma recauchutagem.

(A propósito, o tapete também fui eu que fiz. Pontinhos básicos.)

Durante: Lixa, lixa, lixa. Muito bem lixado. Todos os cantinhos e frestinhas. Até porque eu não lixei direito e tive que refazer o serviço. Pessoa preguiçosa trabalha por duas. Nos sites de artesanato parece beeeeeem mais fácil.

Agora falta o decoupage propriamente dito. Tô procurando uns guardanapos parecidos com os da primeira foto. Se bem que gostei tando deles assim branquinhos…

Todo na laje e na cerâmica nunca vi. Só faltava ser amarelo, igual ao da Stephany.
“Caso a gente se importasse de fato, teria feito alguma coisa.” – me disse uma amiga, quando comentávamos com indignação o caso do menino cheio de agulhas pelo corpo.
É tanta notícia ruim. Gente que sofre de fome na África, de depressão na Suíça, de alcoolismo na antiga União Soviética, de falta de saneamento básico todo lugar do mundo. Na maior parte das vezes a gente se sente tocado pelo sofrimento de um outro ser humano mas não sabe como – nem se deve – ajudar.
Dra Zilda Arns foi uma dessas pessoas que, de fato, se importava e sabia por onde começar. Por ela, o meu respeito e admiração.
Aquela aula de Jump foi divertida, o problema foi o dia seguinte. Desconjuntei totalmente. Minha coluna não parava no lugar, não falava coisa com coisa. Pane no sistema, alguém me desconfigurou. Fui pro trabalho com uma elegante postura de pessoa recém operada de apendicite. Então, durante esses 2 meses, continuei fazendo aquele circuito básico: quarenta minutos de esteira – só na caminhadinha 5.5km/h – e meia hora de musculação com exercícios modestos de peso mais modesto ainda. Tava tão fácil que eu fiquei crente que tava abafando.
Isso foi até ontem.
Contei pra professora que futuramente quero entrar no grupo de corrida. Futuramente, deixei bem claro. Foi aí que eu siferrei de verde e amarelo. Professores de ginástica não entendem essa lógica de objetivos futuros. Tudo é pra agora mesmo. Me passaram um programa de corrida/caminhada que consistiu basicamente em dois minutos correndo e um caminhando até completar meia hora. No sexto minuto eu já estava procurando os bofes que eu tinha colocado pra fora. E a professora do meu lado, dando o maior incentivo “u-hu, vamo lá, você consegue!!!!”, com exclamações quádruplas no fim das frases. Diz ela que até semana que vem aumenta um minuto nos meus intervalos de corrida. Isso se até lá eu encontrar os bofes que pus pra fora, gostaria de acrescentar.
*
Uma colega de trabalho perguntou o que estou fazendo pra emagrecer. Contei pra ela que é aquela receita infalível, mirabolante e espetaculosa que todo mundo já ouviu falar: comer pouco e fazer exercícios. Ela estava na expectativa de que eu desse uma alternativa do tipo “estou tomando uma fórmula manipulada utra moderna que arranca o apetite pela raiz” ou “é a dieta da luz da lua” ou ainda “é super acelerador de metabolismo tabajara”. Mas é só dieta e exercício mesmo. Bem. Tem um terceiro fator, que eu omiti: dor de cotovelo. Que não recomendo pra ninguém. Deixemos este terceiro fator restrito ao blog.
Então. A dieta consiste em comer pouco durante o dia e sopa na janta. Vou ter que fazer isso pro resto da vida. Pouco carboidrato, nada de fritura, nem refrigerante nas horas normais do dia. E nada de pinga pra afogar as mágoas nas horas de fossa.

Existem muitos bons lugares pra namorar, não tenho dúvida.
Depois de ter namorado por tanto tempo a distância, posso atestar que existem lugares lindos, legais e confortáveis (termicamente, inclusive) não só em Goiânia mas, num raio de ação bem grande.
Tem parque, praia, clube, cinema (continua sendo uma boa pedida desde 1941…), restaurantezinhos tranquilos/ bonitinhos, e, digamos, uma série de lugares fechados/ isolados que eu deixo a cargo da imaginação.
Um desses lugares não é, certamente, a fila de um self service apertado, lotado e calourento no centrão da cidade.
Veja bem.
Sábado, meio dia, 40°C, fila do self do Banana, um vascaíno tentava, entusiasticamente, demonstrar toda a extensão do seu carinho por uma moça muito acalourada que vestia uma regatinha à moda goianiense* com cara de fome*.
(Camisetinha à moda goianiense = regata de malha de algodão mais decotada possível, dois números menor que o da pessoa, mostrando uma extensa faixa de barriga)
(Cara de fome = Cara feia. Pra nós, é sinal indiscutível de fome)
O rapaz beijava o pescoço suado da moça, coçava-lhe as costas, dava abraços apertadésimos enquanto ela, determinadamente, puxava a respiração por uma das brechas entre o moço e o ar do planeta e tentava escolher entre a picanha e o contra-filé mais bem assado. Coisa quase impossível. Visto que o churrasqueiro não conseguia vencer a fila, as opções eram picanha crua, contra-filé berrando e outras partes não identificadas de um um boi quase vivo.
Ela colocava comida no prato; ele não se preocupava muito com esse detalhe. O vascaíno não pegou prato, não olhava pra comida, não desviava os olhos da sua amada, não parecia sequer sentir fome. Estava tão apaixonado que podia viver de amor, beijinhos e carinhos sem ter fim.
Mas a moça não.
Enquanto o rapaz tentava satisfazer uma das necessidades básicas dos humanos, a moça tentava satisfazer outra.
Ah, os desencontros do amor.

Diz o diretor: “Eu procurei não me deixar levar pela visão de que Sherlock Holmes era um ser puramente intelectual.”
Estamos bastante ansiosas para ver esse lado menos… hum… digamos… intelectual.
Recria tua vida,
Sempre, sempre.
Remove pedras e
Planta roseiras
E faz doces.
Recomeça.
Cora Coralina

E o vestido mais bonito que eu vi no fim de ano.
Bom, na minha família o Natal é um pouquinho diferente. Não tem ceia. No dia 24 todo mundo fica na própria casinha e dorme bem cedo. Não esperamos nem a Missa do Galo. A festa só começa no dia 25 mesmo. CEDO. Tipo, umas 7 da manhã a macacada reunida.
A maior parte das nossas festanças é diurna. Sempre foi assim. Coisa da minha vó e talvez da vó dela. Tradição é uma coisa que se questionar muito, fica sem graça e a gente não segue mais.
Então, a essa hora eu estou aqui na mini-cozinha preparando uma parte da ceia e a mãe da Lu está lá fazendo a outra metade. O marido dela, provavelmente, está vigiando para que ela não fique tão próxima do fogão (ele acha que o bebê sente muito calor). Minha mãe e a vó da Lu – que são irmãs e sempre dominaram a cozinha – agora só querem é Mocotó (Como diria Seu Ibrahim).
Nos anos anteriores eu ficava responsável pela ave, mas aquele diacho de bicho nunca foi com minha cara. Não importando a variante eu escolhesse (Tender, Fiesta ou Peruzão mesmo), o bicho nunca levantava aquele apito. Criava-se todo um clima tenso: Será que esse ano ela conseguirá???
Piadinhas de todo tipo pipocavam na cozinha acerca das minhas habilidades com o apito do Peru.
Emburrei e já venho desde Natal passado avisando que esse ano eu mudaria de bicho. Encaro a Leitoa. Cinco dias labutando com a marinada, um tal de põe tempero, vira de lado, leva pro freezer, põe na geladeira, rega mais tempero. Eis que, de repente, aos 40 do segundo tempo, chega o povo com um Peru aqui em casa. Pagar mico, o meu esporte predileto.
Até agora, um terço da garrafa de vinho já foi parar na barriga do Peru. Outro terço foi pro santo. O outro terço, na barriga da cozinheira. Hic! Então, antes que eu coloque o Peru pra escrever um post comigo ao invés de levá-lo ao forno, quero desejar a quem passa por aqui um Feliz Natal. Se você gosta da data, nem preciso dizer muito. Mas se você não gosta, convido-o a largar mão de ser rabugento e aproveitar do jeito que for preciso, melhor e agradável. Aonde você estiver, sinta-se abraçado.
Sábado de manhã .
-Moço, preciso de um pedaço de vidro de 23 por 36 centímetros. Você corta?
-Sim, é só escolher o vidro.
Escolhi um tipo que custava R$ 40 o metro quadrado.
Começou o drama.
Quando eu perguntei quanto ele ia me cobrar pelo retalho, percebi que uma gota de suor escorreu na testa do rapaz e puff, caiu no balcão. Fez até barulho.
Ele coçou a cabeça, pegou a calculadora e começou a digitar ansioso/ nervoso/ inseguro/ agitado. A resposta:
- 52 reais.
- Cooooooooomo assim? O retalho é mais caro do que o metro quadrado???
- hum… peraí…
O rapaz suava mais, tremia o cantinho da boca, se atrapalhava com a calculadora. Apertava o On/Off diversas vezes seguidas.
Me dizia que aquela calculadora era péssima, coisa do paraguai. Perguntei qual era a conta que ele tentava fazer. Ele explicou. Peguei um papelzinho velho sobre o balcão e escrevi.
0.23 x 0.36 x 40 =
Mostrei o papel pra ele, confirmei se era essa a conta que ele queria fazer e pedi que ele digitasse.
O moço digitava 26.x+36..040, 36.+26.x40, 40.36 x 23.
Qualquer coisa, menos a sequência do papel.
Colocava os pontos depois dos números insistia com um + inexistente na história.
Depois de muito, ele conseguiu digitar e obteve a resposta: 3.312.
Me mostrou a calculadora.
-Moça… o que significa esse número?
-Ué. Quer dizer que você tem que me cobrar 3,312 reais. Se você arredondar, pode cobrar 3,35.
-Mas… só isso?
Ele tentou fazer a conta de cabeça, alegando que se o metro quadrado custava 40, meio metro quadrado custava 20 e o tamanho que eu queria devia custar pelo menos 10.
Tentei explicar que a proporção não se mantinha porque os metros não eram lineares, que calcular preço de área é diferente de um cálculo de distância.
Tentei explicar que meio metro quadrado, na verdade, correspondia a um quadrado mais ou menos 70 por 70 centímetros e não 50 por 50. Enfim.
Expliquei ainda, que nas outras vidraçarias, eles não fazem nem conta. Colocam um preço qualquer que acham justo e o cliente decide se quer ou não. Quanto ele me propunha?
Momentos de tensão. Musiquinha do Psicose ao fundo.
Ele, bem aleatoriamente, propôs 16 reais.
Pensei bem, dei uma desculpinha meio furada (tipo, deixei minhas panelas no fogo) e me mandei.
Eu, hein. Vai que ele precisa fazer a conta do troco…

(Sobre a geladeira, o galinho se pergunta: Será que sou da família?)
Eu sei que isso é o tipo de coisa que não vem ao caso, mas, é fato incontestável que preciso descongelar a geladeira.
Na época da compra, me encantei totalmente pelas propagandas e marquetingue das frost-free – que nunca precisariam ser descongeladas. Uma frost-free, aos meus leigos olhos, parecia mais um artifício didático da física assim como a superfície sem atrito, o vácuo absoluto, a existência de cerveja na superfície lunar. Por fim, descobri que as Frost Free eram enormes e imponentes por fora, mas quando eu abria o congelador, não tinham mais espaço do que uma caixinha de isopor.
Por isso encarei um modelo basicão, branco, clean e de consumo baixo e aqui estou eu, racionando tempo para descongelar e limpar a geladeira antes que o iceberg que está se formando lá no fundo dela provoque um incidente.
Sei que conselho não se dá mas, do alto da sabedoria e experiência de quem já comprou UMA geladeira na vida: Larga mão de pensar demais e compra logo uma frost free.
Nas vezes passadas em que loquei Ghost Whisperer, eu não morava so-zi-nha.
Ontem, cheguei toda faceira e assisti o primeiro DVD.
Só depois me dei conta que dessa vez éramos só eu e meu medo.
Como dormir?
Todas as luzes acesas? Rádio e TVS ligados? Ligar pra minha mãe? Chamar a Tati pra dormir aqui em casa? Buscar o Toy pra me fazer companhia?
Duas horas da madruga e eu lá, fazendo Compota de Morango pro Natal, com a explicação muito justa de que os morangos já estavam maduros demais e não esperavam mais um dia. Sei.
Uma espírita que tem medo de assombração? Pois é.
Então, até que enfim, consegui locar a terceira temporada do Ghost Whisperer. A lista de espera foi grande.
De uma maneira geral, não gosto tanto das séries americanas. Não que eu seja exigente… Will & Grace achei chatinho. Bones, irritante aquele jogo de sedução pela estratégia de provocar raiva. Também acho que a Bones é recalcadinha (no sentido mais popular e vulgar do termo), e o cara – que eu não consegui nem lembrar do nome, é meio bobo. Melhor não esticar essa papagaiada de mulher-esperta versus homem bobo. Tentei também aquela série, A Descasada, e desisti no segundo episódio. Se aquela for a vida de uma descasada, puta merda, que falta de opção; melhor é o convento. A mesma coisa me valeu pra Sex And The City. Não gostei do Monk. The Mentalist que é o super indicado pelo pessoal da locadora também é meio… meio… meio… repetitivo, sabe? O cara é sempre fodão (um poço de arrogância, porém sem aquele charme do Dr. House) e nunca se ferra. Mais ou menos uma versão do Pica Pau para adultos. Brothers And Sisters não me segurou porque todas as vezes que eu pegava alguma cena, tinha alguém chorando, ou seja, versão da Hiena Holly.
Daí não sobrou quase nada, né?
Sobrou sim!
House. Que loquei as temporadas de carreirinha e assisti tudo. Bom demais. Agora acompanho a série pelo Canal Universal.
E, por fim, Ghost Whisperer, o melhor de todos. Poderia ser porque o tema comunicabilidade dos espíritos agrada (muito) facilmente a uma pessoa espírita. Pode até contribuir, mas não é esse o ponto. Se fosse, eu teria gostado muito de Medium e The Mentalist. O que eu gosto é a brincadeirinha de descobrir que segredo guarda a pessoa que assusta os outros. Pôxa, mas do que tem medo um fantasma? Coisa de Scooby Doo, né? Morro de medo, mas tô sempre lá, investigando o fantasma. Gosto muito, também, dos cenários, do Antiquário (cada coisa linda, fofa que me lembra Coisas da Doris), das roupas da Melinda, da abertura do seriado. Pra não dizer que eu gosto de tudo, tudo, eu desgosto um pouco da simpatia excessiva da personagem principal. Adoraria que ela tivesse uns traços do Dr. House. E agora, nem acredito, consegui locar a 3ª. temporada completa.
Ainda não falei do que eu não vi e continuo aguardando na fila: Dexter (é o primeirão porque as indicações da Kelly são na mosca), CSI (acredita que eu assisti poucos?). Ah, e por último, tem o Criminal Minds, que é bom, mas eu assisto só de vez em quando. Até porque preciso ter alguma vida social de vez em quando.
Pra quem disse que não curtia muito os seriados americanos, até que o post rendeu um bocado, né não?
Quiser indicar algum, tô aceitando.