Novo Larrrr

2009 Junho 10
by carla

Ponto Doc: agora sendo escrito de uma nova moradia.

15 dias de férias me serviram pra arranjar uma nova moradia para chamar de  pequeno larrrrr. Toy, o cão carente, optou pela casa de mamã, ele não é nem bobo e sabe que lá a alimentação é da melhor qualidade. Toy não costuma aprovar  minhas experiências na cozinha.

Bom, procurar um imóvel foi uma novela. Mexicana, obviamente.

Durante os 10 primeiros dias de férias, o saldo da procura foi uma casinha – até bem bonitinha – na mesma rua da casa de mamã. Marcada a visita, o dono chegou, meia hora atrasado, com uma baita cara de buzanfa sem lavar, num mal-humor da gota, monossilábico e tão animado quanto o Zé Buscapé

A casinha em questão tinha uma cozinha tão grande que considerei a hipótese de morar só nela e re-alugar o restante da casa. O acabamento não era nenhuma maravilha da engenharia,  o teto tava até meio estranho mas, nesse bairro, aquele preço era quase uma liquidação. Por esse preço, era possível até tolerar uma vez por mês (nos dias de pagamento) o dono com aquela gentileza de Irmã Selma  que ele tem.

Mas. Sempre tem um Mas. Depois que sair de lá, me lembrei que as janelas da casa eram minúsculas.  Tipo aqueles vitrôs de banheiro antigo. E janelas pequenas em casas no centro-oeste são uma piada de extremo mau-gosto. É pedir pra sair.  Praticamente um atentado. Sério, ninguém consegue ser bem-humorado, produtivo, legal e filiz, no calor de setembro, o sol batendo na parede e a casa funcionando como microondas de cozinhar pessoa. Depois, especulando a vizinhança, descobrimos que o antigo morador mudou-se de lá diretamente para debaixo das pedras de Pirenópolis. Tá lá o coitado, morando feito um moxé.

Diante dos fatos… veio o próximo imóvel.  Era lindo. Era aquele que depois de alguns dias e muitos outros imóveis visitados seria o novo larrrr.

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