Viajar…

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Afrescos de Raffaello e a Basílica de São Pedro ao fundo, assim como vi.

“Hoje entendo bem meu pai. Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.”

[“Mar sem fim”,  Amyr Klink]

 

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Perpectivas

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As flores intensas do Abruzzo. Esta, no alto do Castelo de Rocca Calascio.

Quando soube que L´Aquila é perto de Roma, fiquei feliz. Porque dali dava pra conhecer várias coisas que tinha  vontade na Europa: Paris, em primeiro lugar, sempre sonhei com Paris. Alguma coisa da Croácia – quem sabe as praias lindas que vejo no Insta, Suíça, Londres, sei lá.

Como as coisas mudam: com uma semana eu mudei os planos e decidi ficar rodando a Itália.

Mais uma semana e…  é tanta coisa bacana no Abruzzo que…

Vou descobrindo as coisas por aqui, cada vez mais pra dentro. É um mundo de coisas a descobrir, coisas que nenhum roteiro, nem blog de viagens me contou.

Paris fica pra uma próxima.

Arrivederci.

 

Jet Lag

Contabilizando são quase 24 horas até Roma,  30 minutos até entrar na região do Abruzzo, avistando as montanhas e mais 30 até chegar à capital: L´Aquila. Uma viagem até bem fácil, mas num fuso de 5 horas a menos de sono, é como se você tivesse passado a noite numa balada selvagem, com open bar e cinco trios elétricos.  O corpo não entende nadinha e se pergunta sobre a placa do caminhão: sai do calorão pro frio intenso, come de duas em duas horas (certeza que há um plano diabólico das companhias aéreas pra engordar a gente), e fica sem dormir – a muvuca no avião é grande.

O velho mundo é realmente longe e eu me pego constantemente pensando como era viajar tudo isso na época das caravelas. Haja disposição (ou tédio).

Chegando ao Abruzzo: uma região gastronômica intensa que os italianos guardam só pra eles. Espertinhos. Fazem propaganda de tudo quanto há, de Roma, Florença, Veneza, Capri, Milão, mas deixam o Abruzzo aqui, intocado, escondido na barriga do Gran Sasso, um paraíso “fresquinho” – usando um eufemismo dos bons.

Há um céu lotado de Duomos (cúpulas) e guindastes por todos os lados, e há jatos cruzando os céus e condensando o ar em volta e há montanhas muito altas. Muito, muito altas. Nenhuma câmera ou técnica fotográfica captura essa dimensão gigantesca que as coisas têm aqui. É tanto, que a cidade parece bem tímida quando fotografada do alto de algum mirante. Então, aqui, uma imagem (enevoada):

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Parece até pequena a cidade, não? Só que não.

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Um céu de engenharia, cheio de imensos guindastes: L´Aquila Renasce.

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Um simpático gnomo nos recebe em todas as portas. Buongiorno, amici!!! Bora desbravar o Abruzzo.

Roma

Minha primeira passagem por Roma foi curtinha e impactante: nenhuma foto que a gente vê dá ideia da dimensão gigantesca dos monumentos.

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Nesse dia, o Coliseu sorriu pra mim. No rádio local tocava aquela música do The Clash (Should I Stay or Should I go) e Roma tem isso, de ser muito rock’n roll. Muita gente na rua, muitos carros, barulho e movimento. Roma é moderna desde sempre e não parou no tempo.

Fontana di Trevi

Tem uma noite só em Roma?

Melhor lugar pra conhecer por conta da iluminação: Fontana di Trevi.

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A cena romântica no filme Dolce Vita, com a Fontana di Trevi sem ninguém em volta

Tentei não me assustar ao perceber que a Fontana não era como nos filmes. Calma, romântica, rodeada por uma atmosfera mágica, com todo mundo passeando em slow motion.

Aliás, não dá pra ver, mas em volta tem de um tudo: gente falando alto, rindo, bebendo, namorando, correndo de um lado pro outro, venda de chaveiros e bugingangas, turistas de todas as partes possíveis, polícia, japoneses fotografando intensamente. Todos os clichês possíveis no mundo do turista. Mas nada, nadinha disso, tira a beleza dessa fonte iluminada de azul céu.

Um azul incrível, esta foi a minha primeira visão de um dos monumentos mais conhecidos do mundo.

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Uma Paradinha em Amsterdam

A conexão São Paulo – Roma iria durar o dia inteiro em Amsterdam. Tem aquele ditado “uns choram e os outros vendem lenços”, então ao invés de ficar rodando por Schipol, alugamos um armarinho no subsolo do aeroporto pra guardarmos as malas de mão e aproveitamos a paradinha estratégica.  Tomamos um táxi que nos deixou na região dos museus e de lá seguimos à pé.

Não poderia ter sido melhor. Foi um jeito de conhecer muita coisa em uma tarde.

Passamos no Museu Van Gogh, no letreiro I Amsterdam, e tudo o que há em volta dos jardins lindos e gelados. Passamos pela lateral do RijsksMuseum, que tem um jardim muito bacana e um xadrez em tamanho grande.

Dali até o VondelPark foi pertinho, demos uma volta nele e terminamos essa breve passagem almoçando na galeria do Hard Rock Café, mas não me lembro  nome exato do restaurante.

Dali, voltamos pro aeroporto e seguimos viagem.

Se tem um jeito de começar bem uma incrível jornada, o jeito foi esse. Amsterdam nos deu boas vindas.

 

Os jardins do RijksMuseum (só clicar que a foto aumenta)

 

E aqui deixei uma ajudinha no Google Maps.

 

Ho Ottime Notizie!

Este blog, o Ponto Doc, foi ativo por 9 anos e me deu muitas alegrias. Aprendi muitas coisas, narrei um monte de aventuras  e “causos” por aqui. O mais legal é que fiz muitos amigos, alguns dos quais tenho contato nas redes sociais afora.

Um dia quando a blogsfera se mudou de mala e cuia pra o recém nascido Facebook,  apaguei os arquivos, mas não o endereço. [Tenho apego a ele, rs.]

Agora o retomo por um motivo bem bacana. Como eu disse lá no título: Tenho uma ótima notícia!

A convite da empresa em que trabalho, passarei 2 meses vivendo e trabalhando na Itália. Um desafio e tanto, logo eu que amo viajar e amo blogs sobre viagens.

Quando o Matheus me ligou convidando para narrar as coisas pessoais que estava vivendo e viverei nesses próximos meses, o olhinho chega brilhou. Imagina, ter apoio para escrever sobre uma viagem dessas.

Me lembrei que um dia, quando voltava de Macchu Picchu, imaginei que bacana seria ter apoio pra viajar e escrever. E fotografar, claro. A gente nem imagina a força que um sonho desses tem, estou eu aqui fazendo isso agora.

Me acompanha?

Estarei por aqui e no instagram @carla_sena