Já voltei

 

Davi

Davi tampando as vergonhas numa rua de Firenze. Juro que essa é uma placa de trânsito mesmo, não é trolagem.

E quem disse que deu tempo de vir aqui contar mais coisas?

Não deu.

Eu cheguei e tava com tanta vontade de comer arroz & pequi & guariroba, e abraçar tanta gente, jogar a bolinha da Brigitte 548 vezes, enfim.

Deixei alguns registros no Insta e no Facebook ao longo dos setenta e tantos dias viajando. Comigo voltaram 3 cadernos repletos de notas sobre engenharia e também sobre a vida, uns 130 GB de fotos e vídeos, a memória de mais de 20 cidades visitadas, temperatura variando entre +20 e – 20 graus, muita comida (ótima, boa, ruim ou esquisita – com direito a bichos estranhos), igrejas pro rumo do vento, castelos de toda a sorte, arte pra todos os gostos e mal gostos, muita gente de tudo quanto é lugar da Terra (juro!), pôres do sol intensos e assombrosas saudades de casa,  selfies até com corvo e tubarão, além de inúmeros tickets de metrô, museus, espetáculos, diversões e souvenirs. E também experiências diversas: sobre como viver em um frio intenso, viver quase 3 meses com pouca roupa e sapato (atenção, apaixonados por armários cápsula), aprender outro idioma (ou ao menos se virar) e várias – várias – várias outras coisas.

Com o tempo e a paciência vou postando algumas coisas pra que eu possa me recordar com facilidade à medida que o tempo passa e também para contribuir com quem deseja conhecer alguns desses lugares.

Obrigada a todos que vêm por aqui, obrigada pela companhia, ainda que virtual.

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Viajar…

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Afrescos de Raffaello e a Basílica de São Pedro ao fundo, assim como vi.

“Hoje entendo bem meu pai. Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.”

[“Mar sem fim”,  Amyr Klink]

 

Roma

Minha primeira passagem por Roma foi curtinha e impactante: nenhuma foto que a gente vê dá ideia da dimensão gigantesca dos monumentos.

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Nesse dia, o Coliseu sorriu pra mim. No rádio local tocava aquela música do The Clash (Should I Stay or Should I go) e Roma tem isso, de ser muito rock’n roll. Muita gente na rua, muitos carros, barulho e movimento. Roma é moderna desde sempre e não parou no tempo.

Uma Paradinha em Amsterdam

A conexão São Paulo – Roma iria durar o dia inteiro em Amsterdam. Tem aquele ditado “uns choram e os outros vendem lenços”, então ao invés de ficar rodando por Schipol, alugamos um armarinho no subsolo do aeroporto pra guardarmos as malas de mão e aproveitamos a paradinha estratégica.  Tomamos um táxi que nos deixou na região dos museus e de lá seguimos à pé.

Não poderia ter sido melhor. Foi um jeito de conhecer muita coisa em uma tarde.

Passamos no Museu Van Gogh, no letreiro I Amsterdam, e tudo o que há em volta dos jardins lindos e gelados. Passamos pela lateral do RijsksMuseum, que tem um jardim muito bacana e um xadrez em tamanho grande.

Dali até o VondelPark foi pertinho, demos uma volta nele e terminamos essa breve passagem almoçando na galeria do Hard Rock Café, mas não me lembro  nome exato do restaurante.

Dali, voltamos pro aeroporto e seguimos viagem.

Se tem um jeito de começar bem uma incrível jornada, o jeito foi esse. Amsterdam nos deu boas vindas.

 

Os jardins do RijksMuseum (só clicar que a foto aumenta)

 

E aqui deixei uma ajudinha no Google Maps.

 

Ho Ottime Notizie!

Este blog, o Ponto Doc, foi ativo por 9 anos e me deu muitas alegrias. Aprendi muitas coisas, narrei um monte de aventuras  e “causos” por aqui. O mais legal é que fiz muitos amigos, alguns dos quais tenho contato nas redes sociais afora.

Um dia quando a blogsfera se mudou de mala e cuia pra o recém nascido Facebook,  apaguei os arquivos, mas não o endereço. [Tenho apego a ele, rs.]

Agora o retomo por um motivo bem bacana. Como eu disse lá no título: Tenho uma ótima notícia!

A convite da empresa em que trabalho, passarei 2 meses vivendo e trabalhando na Itália. Um desafio e tanto, logo eu que amo viajar e amo blogs sobre viagens.

Quando o Matheus me ligou convidando para narrar as coisas pessoais que estava vivendo e viverei nesses próximos meses, o olhinho chega brilhou. Imagina, ter apoio para escrever sobre uma viagem dessas.

Me lembrei que um dia, quando voltava de Macchu Picchu, imaginei que bacana seria ter apoio pra viajar e escrever. E fotografar, claro. A gente nem imagina a força que um sonho desses tem, estou eu aqui fazendo isso agora.

Me acompanha?

Estarei por aqui e no instagram @carla_sena